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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Galette des Rois - não ainda não é natal mas apeteceu hihihihihi

Hoje é 25 de Julho e não 25 de Dezembro, eu sei... Ainda estamos longe do natal, faltam 5 meses! É verão, é tempo de pensar em férias! Eu sei, mas apeteceu!!!! E natal é sempre que um homem, neste caso uma mulher quiser é ou não é?! Portanto um dia destes lá estava eu e a minha parceira cozinha a fazer esta pequena maravilha. Sei que já postei esta receita mas quem me conhece sabe que sou uma exagerada por isso olhem cá vai mais uma vez a receita da Galette des Rois - Bolo rei francês e é tãooooo mas tãooooo bom que vale a pena fazer muitas e muitas vezes ao ano. Digam lá se não tenho razão:








vamos precisar de:

-2 massas folhadas

-125 gr. de açúcar

-125 gr. de amêndoa ralada

-125 gr. de manteiga

-2 ovos

-1 gema

Trabalhar a manteiga amolecida com o açúcar. Juntar a amêndoa ralada e os ovos e mexer muito bem até obter uma massa homogénea. Colocar uma massa folhada no tabuleiro do forno sobre a folha de papel vegetal que vem com a massa. Furar com a ajuda dum garfo. Despejar a mistura de amêndoa sobre a massa folhada. Colocara a segunda massa folhada por cima da primeira a qual se pincela as beiras com agua para que solde a 1ª. Eu dobro ligeiramente as extremidades para baixo da tarte para que fique com um acabamento mais bonito mas também se podem soldar as beiras com a ajuda dum garfo. Pincelar com a gema o topo da tarte. Com uma faca bem afiada fazer uns riscos em forma de um gradeamento ou outro. Vai ao forno até a massa ficar bem lourinha. Depois é sentar confortavelmente e deliciar-se com uma, duas ou mais fatias desta maravilha.





Uma foto de corpo inteiro por favor!





Vai uma fatiazinha, vai?






Apreciação: O sabor da amêndoa aliado a maciez do recheio e o estaladiço e salgadinho da massa folhada fazem um conjunto muito harmonioso mas sobretudo muito saboroso. Vá toca a correr para a cozinha para experimentar. Fico a espera das vossas apreciações.

Fonte: Receita dada pela minha maninha.

Beijinhos e um bom fim de semana para todos! Aproveitem bem estamos no verão cheira a ferias!!!!!


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Pão de ló do tempo das nossas avós

Estou triste os meus cunhados Ilda e Jorge estão de partida :~( O tempo passou a voar, depressa demais! Mas a vida é assim mesmo. Há sempre a tristeza da partida que reduz um pouco a alegria da chegada!!!! Passamos bons momentos juntos! Ás vezes sem fazer nada de especial, apenas pelo prazer de estarmos juntos. Passamos muitos serões com um chávena de chá de limão nas mãos adoçada com longas conversas sobre tudo e nada, rindo, limpando uma lágrima do canto do olho, partilhando experiências, conselhos… Agora vamos fazer um intervalo e dentro de algum tempo já estarão cá novamente para retomarmos a alegria contagiante de estarmos juntos; entretanto vamos matando as saudades com milhentos e-mails e outros tantos telefonemas :~) Fica um vazio triste próprio da partida de pessoas que amamos. Mas… e há sempre um mas, sabemos que é apenas um até já!
Por outro lado estou muito feliz pois a minha maninha vem passar uns dias connosco. Ela, o marido e os filhotes. Vai ser muito, muito bom. Só que dentro de uma semana estarei aqui novamente de cabeça baixa a dizer o quanto estou triste. Enquanto isso, vou aproveitar a companhia deles que tão bem me faz.
Queridos Ilda e Jorge boa viagem, que a viagem passe depressa para poderes abraçar os que tanto amais e vos amam e que vos aguardam de braços abertos. Muitos beijinhos para todos especialmente para os pequeninos T e M. Enquanto isso vamos contando o dia do vosso regresso…

Já cheira a primavera e a Páscoa. Então, pensando já dos doces da Páscoa, aqui vos deixo o Pão-de-. É a especialidade do meu filho Daniel. Não conheço ninguém que o faça tão bem! Vejam:

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Vamos precisar de:
- 10 gemas + 4 ovos inteiros (eu sei que são imensos ovos, mas este é um bolo de festa por isso...)
- 400 gr. de açúcar
- 200 gr. de farinha
- Raspa da casca de 1/2 limão
- Umas pedrinhas de sal.
Bater os ovos com o sal, o açúcar e a raspa da casca de limão durante meia hora. Envolver delicadamente a farinha peneirada. Forrar a forma de barro com papel de almaço. Colocar o preparo e tapar a forma com a outra metade da forma de barro. Levar ao forno previamente aquecido cerca de 1 hora. Estas formas de barro são vendidas nas feiras aqui do norte e são compostas por 3 recipientes: 2 grandes e um mais pequeno, sendo este colocado invertido no centro de um dos 2 recipientes formando um cano, o outro vai servir de tampa.


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Apreciação: Não sei se é do papel, da forma de barro ou do jeitinho especial do filhote mas este Pão-de- é simplesmente divinal. É muito fofo e macio. É sempre sucesso garantido. Experimentem.


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Fonte: Alterei um pouco a receita mas vejam aqui a minha inspiração.

Desejo a todo um excelente fim de semana. Fiquem bem!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Aletria doce do tempo das nossas avós :)

E de repente é fim de semana outra vez! Ainda ontem me queixava que era segunda feira e já está o fim de semana aí outra vez! Pffffff como o tempo passa depressa. E o fim de semana é sempre sinonimo de descanso e (para mim pelo menos) dum tempo extra muito agradável na cozinha experimentando receitas novas ou refazendo as mais trabalhosas. Tenho alguns (bons, alias deliciosos) projectos para estes diazinhas. Depois dou noticias ;) mas hoje vou postar uma receita que nos faz lembrar a nossa meninice (bem pelo menos a mim faz). Lembro-me que esta sobremesa era feita em dias de festa. Depois a minha avó partia aos quadradinhos geometricamente iguais que cada um ia retirando da travessa com a sua colher. Os mais pequenos perguntavam quantos podia tirar... Depois controlava-se os pratos uns dos outros para ver se ninguém retirava nenhum a mais hihihihi. Ahhhhh bons momentos esses! Hoje em dia faço várias vezes esta: Aletria

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Faço sempre a olho mas deixo mais ou menos as quantias que costumo usar. Então vamos precisar de:

- 150 gr. açúcar
- 1 l de leite
- 200 gr. de aletria
- 1 pau de canela
- canela em pó q.b. (para decoração)
- casca de limão (só parte vidrada)
- 3 gemas
- 1 colher de sopa manteiga
- 1 pitada de sal


Colocar o leite, a manteiga, a pitada de sal, o limão e o pau de canela numa panelinha e levar ao lume. Entretanto partir a aletria aos pedacinhos. Mal o leite comece a fervilhar colocar a massa. Deixar cozer mexendo de vez em quando. Se acharem que está muito grossa juntar um pouco mais de leite quente. Quando a aletria ficar macia retirar o pau de canela e a casca de limão e juntar o açúcar. Mexer bem e deixar uns minutinhos para que o açúcar se dissova bem (provo sempre para ver se está bom de açúcar). Entretanto bater as gemas com um pouquinho de leite e passar pelo passador. Retirar a aletria do lume e juntar o preparo de ovos mexendo rápido para que não coagulem. Levar mais uns minutinhos ao lume para cozer os ovos. Colocar nos pratos de servir. Deixar arrefecer e decorar com canela em pó. Depois cortar aos quadradinhos geométricos... O resto já sabem hihihihi

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Apreciação: Adoro aletria mais até que arroz doce. É macia na boca, o sabor é suave e o toque de canela é delicioso. Olha já comia uns dos tais quadradinhos.

Antes de terminar este post quero desejar a todos um excelente fim de semana. Aproveitem para descansar talvez á volta duma mesinha cheias de petiscos... Que tal nada mal hein?!

Beijinhos


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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Roupa velha ou farrapo velho - hummm tão bom!

No dia 25 de Dezembro, lá em casa, não pode faltar a roupa velha. Alias durante o ano inteiro sempre que faço o tradicional bacalhau cozido com todos já faço um pouquinho mais para depois fazer a tal roupita velha hihihihi. Os miúdos detestam, eu e o maridão adoramos. Faz me lembrar a minha infância em casa dos meus avós maternos. Em casa dos meus avós paternos, por exemplo, gostavam tanto que á meia noite do dia 24 já se comia a roupa velha! Há várias formas de a fazer. A minha mãe faz-a condimentada com cominhos e vinho tinto. A minha sogra esmaga as batatas á mão e depois acrescenta para alem das couves e do respectivo bacalhau (claro) alguma agua de cozer o bacalhau. Eu e o marido gostamos dela bem mais simples se houver ainda molho fervido utilizo-o, se não houver faço-a apenas com azeite de boa qualidade ;)
O molho fervido não é mais do que:

- azeite q.b.

- 1 cebola cortada ás rodelas

- 2 dentes alho picadinhos

- pitada de pimentão doce

- 1 folhinha de louro

Leva-se o azeite, a cebola, o alho e o louro ao lume. Quando a cebola ficar transparente colocar o pimentão e uma pinguinha de agua ou vinho branco. Está pronto. Este molho é óptimo para acompanhar bacalhau cozido mas também para peixe cozido. Experimentem ;)

Voltando á nossa roupa velha, podia muito bem fazer parte das receitas - mais fácil não há! :)

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(na panela ainda fumegante)

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(Pronta a servir)

As quantidades são dificeis de definir, é o que sobra hihihihi

- Azeite ou molho fervido q.b.

- Batata cozida cortada aos pedacinhos

- Bacalhau cozido desfiado e sem espinhas

- couves cozidas cortadas aos pedacinhos.
Levar o azeite a aquecer (se gostar pode picar uma cebolinha, eu não acho necessário) ou o molho fervido, acrescentar o bacalhau, as batatas e as couves. Reduzir a chama do lume e deixar o preparo envolver-se bem uns minutinhos mais. Depois é sentar-se confortavelmente e apreciar esta delicia!
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(já no pratinho pronta a ser devorada)
Apreciação: Sou suspeita mas digo-vos que é simples e delicioso. A mistura do bacalhau, da batata e da couves unidas ao leve sabor do azeite é simplesmente divinal. Produtos simples e bem portugueses que fazem toda a diferença.
Fonte: Em todas as cozinhas portuguesas.
Já agora lanço o desafio: e vocês como fazem a vossa roupa velha?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Bolo Rei da Ilda

Para finalizar os meus post de hoje… As saudades eram mais que muitas, agora ninguém me cala hihihihi, vou falar-vos do bolo-rei. É sem dúvida o bolo que melhor representa o natal de todos os portugueses. Tem o seu dia principal no dia dos Reis. Este bolo é precisamente uma homenagem aos 3 Reis magos. Se repararmos bem o bolo rei representa como que uma coroa de Rei. É, não é?! ;) Mesmo longe os portugueses fazem questão de ter o bolo-rei nas suas mesas de consoada. Actualmente há imensas variedades: escangalhado, de chila, de chocolate, com frutos secos, até os há sem frutos nenhuns. A minha amiga Isabel nunca se esquece de nos trazer um desses no Natal. Eu e os filhotes adoramos. Obrigada amiga! Enfim há bolos-Reis para todos os gostos. Mas Hoje vou falar-vos do tradicional. Esta receita é um pouco trabalhosa e dispendiosa mas o resultado final recompensa bem o esforço. Fica um bolo-rei bem fofinho, bonito e muito mais saboroso do que o que compramos nas padarias, com a vantagem de podermos dizer que foi feito por nós com muito amor e carinho;) . Esta receita é da minha cunhada Ilda. Vão achar graças. Eu que estou em Portugal pedi á minha cunhada que está no Canada a receita do bolo-rei hihihi. Lembro-me que quando morava com ela a ajudava na elaboração dos mesmos. Faziam e continuam a fazer um enorme sucesso á sua volta. Não fosse ela uma excelente cozinheira. Era um ritual que anunciava a chegada do Natal. O perfume que se espalhava pela casa era delicioso. Hoje continua a Fazê-los as dezenas, sim digo bem as dezenas para oferecer a familiares e amigos. É como se desse a cada um, um pedacinho deste nosso Portugal :) A Ilda é uma pessoa muito especial seguramente uma das mais bondosa e amiga do seu amigo que conheço! Sou uma privilegiada por a ter como cunhada mas sobretudo como amiga!!!!

Mas voltemos ao nosso bolo-rei. A receita que vos dou é para cerca de 4 bolos rei. Eu fiz apenas metade da receita:
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- 250 g. + 1 kg. farinha
- 60g. fermento de padeiro
- 125ml. agua morna
- 6 ovos
- 200 g. manteiga
- 200 g. açúcar
- 15g. sal
- 150g. frutos secos
- 600 gr. fruta cristalizada
- 250g. sultanas
- 2 dl. leite magro ou agua mornos
- Sumo e raspa duma laranja
- 100 ml. rhum
- Fruta cristalizada para decoração
- Geleia q.b. (usei de marmelo mas pode ser de maça ou outra)
- Açúcar glace q.b.


Diluir o fermento de padeira na água morna. Acrescentar as 250g. de farinha. Formar uma bola. Reservar num lugar quente para que possa levedar. Entretanto bater o açúcar com a manteiga. Juntar os ovos um a um, o sumo e a raspa da laranja. Acrescentar os 2 dl. de leite ou agua mornos (usei metade de cada). Juntar a farinha aos poucos. Trabalhar esta mistura cerca de 10 minutos. Posteriormente juntar a mistura do fermento. Trabalhar bem até se descolar das mãos, acrescentar o rhum, as passas, os frutos secos e a fruta cristalizada. Caso necessário acrescentar mais farinha (eu acrescentei bastante mais). Trabalhar a massa mais um pouco. Deixar descansar até dobrar o volume. Dividir a massa em 4 e pesar para que todos tenham mais ou menos o mesmo tamanho. Formar os bolos com o furo no meio. Deixar levedar mais cerca duma hora. Pincelar com gema de ovo os bolos e decorar com a fruta cristalizada que reservou. Levar a cozer cerca de 45 minutos cada bolo. Pincelar com geleia e acrescentar montinhos de açúcar glace (esqueci)

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Apreciação: Achei que tinha pouco açúcar. Na próxima vez vou colocar um pouco mais. Mas os bolos ficaram muito fofos e saborosos. O leve sabor a Laranja e a rhum casou muitíssimo bem com o sabor da fruta cristalizada e das frutas secas. Para alem disso não sabe nada a fermento, o que as vezes acontece em certos bolos-Reis de compra. Uma experiência a repetir muitas vezes sem duvida nenhuma ;)
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Fonte: Directamente da cozinha da Ilda no Canada para a minha cozinha em Portugal :)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Galette des rois

Depois dum fim de semana trabalhoso e do resultado da feira de artesanato ter sido bof, bof ... Aqui estou eu para mais uma semanita de trabalho. Temos um sol lindo! O que só por si já vale a pena ter acordado e ter vindo trabalhar mesmo que seja 2ª feira. Até parece que é o pressagio do inicio de uma excelente semana. Vamos ver o que o destino nos reserva! Voltando á feira de artesanato, o saldo final da feira no entanto é positivo por 2 motivos:
- 1º pela ajuda que duas amigas com "A" grande me deram: a Fátima e a Isabel. Adorei trabalhar a 6 mãos. É divertido, envolvente e muito simpático. O único senão foi mesmo que me distraio imenso com a conversa. Perdoem-me amigas já sabem a fala barato que sou :( O resultado foram bolinhos e salgadinhos espectaculares. Ainda por cima foram 2 clientes muito generosas :) Digam lá se não sou uma pessoa muito sortuda por ter amigas destas ?! :)
- 2º o convívio com as outras artesãs. São pessoas muito criativas com quem tenho muito a aprender. Jovens, simpáticas e muito habilidosas que melhor companhia se pode pedir para um fim de semana?! :)
Deixo aqui uma foto de parte da minha banquinha (falta a dos petiscos).

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Nesta altura estamos todos atarefados com os preparativos de natal. La em casa estamos na fase dos postais. Temos muitos a escrever. Melhor dizendo eu escrevo e a restante crew assina e quando muito anota 2 palavrinhas carinhosas. Mas é uma tarefa que me agrada especialmente pois estamos todos reunidos á mesa numa confusão de postais, envelopes e selos... Temos que ter o cuidado de não esquecer ninguém claro. Uma árdua tarefa e sempre feita á pressão - depressa senão ainda corremos o risco que não cheguem lá a tempo do natal. Vá la despachem-se... Mas acho que todos sabem o que isso é, não fossemos nós uma família tipicamente portuguesa. Como diria o meu filho - trabalhamos bem é sobre pressão, senão as coisas não saem hihihihihihhi. E depois o bom de escrever postais é que sabemos que vamos receber alguns também. E digam lá se não é tão agradável receber correio que não sejam facturas. Vejo já muitos sorrisos nos vossos rostos. Então do que estão á espera? Toca a pegar em canetas e postais e escrever aqueles familiares, amigos que estão longe, não custa nada, vá lá! :)

Hoje vou deixar a receita da Galette des rois - bolo equivalente ao nosso bolo rei em França. Mas antes queria deixar aqui um desafio... Qual vai ser a vossa ementa para a noite de consoada. Quero saber tudinho. Vou esperar pelas vossas sugestões. Voltando á nossa galette... Esta é a famosa Galette des Rois Francesa. Para alem de ter uma óptima apresentação é uma verdadeira delicia. Uma boa sugestão agora para o Natal.
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Vamos precisar de:
-2 massas folhadas de compra
-125 gr. de açúcar
-125 gr. de amêndoa ralada
-125 gr. de manteiga
-2 ovos
-1 gema
Aquecer o forno a 220º. Trabalhar a manteiga amolecida com o açúcar. Juntar a amêndoa e os ovos e mexer bem até ficar uma massa homogénea. Colocar uma das massas folhadas numa forma a tarte e furar com a ajuda dum garfo. Entretanto colocar a mistura da amêndoa na massa folhada. Põem-se a segunda massa folhada por cima da primeira soldando as beiras das duas com a ajuda dum garfo ou pincelar as beiras da massa com água e rebater as beiradas por baixo da 1ª massa folhada. Pincelar com a gema. Com uma faca bem afiada desenhar uns riscos fazendo o desenho dum gradeamento. Vai ao forno até a massa ficar bem lourinha.
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Apreciação: O estaladiço da massa folhada com o sabor da amêndoa casa lindamente e faz um conjunto difícil de se resistir.
Fonte: Receita dada pela minha irmã Olivia. Obrigada mana!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Arroz doce

Fui criada até á idade dos 5 anos com os meus avós maternos. As minhas mais belas recordações de menina são dessa altura. Lembro-me que brincavam comigo como se tivessem a minha idade. Não havia mais crianças da minha idade a morar perto portanto para alem de serem os meus avós/pais também eram os meus melhores amigos. Os ralhetes eram sempre dados duma forma tão carinhosa que mais pareciam conselhos. As nossas saídas eram poucas mas sempre muito alegres. Íamos quase todos os dias ao campo. Ia aos pulinhos e regressava cansada em cima dum carrinho puxada pelo meu avo onde vinham também as "nossas" colheitas. A minha parte era sempre bem visível. Vinha no topo como um troféu. A outra saída era ir á missa com a minha avó. Sabia todas as rezas, todos os cantos. Adorava acompanhar os adultos nas suas entoações de vozes, nas pausas, cantava sem enganos! Era o orgulho dos meus avós e eles o meu! Éramos imensamente felizes com uma vida cheias de coisas simples, sem grande valor material mas repletas de amor, respeito e admiração mutua. Fui levada para França pelos meus pais que eram estranhos para mim. Conheci uma parte da minha família que nunca o tinha sido. A minha vida mudou radicalmente. Deixei de ser a Nandinha, passei a ser a Nanda, a mais velha de duas irmãs, com responsabilidades... Com apenas 6 anos já ia buscar a minha irmã ao infantário e tinha que fazer o almoço para as duas. Era uma familia estranha, um pais estranho com uma lingua estranha. Era tudo estranhamente frio e distante. Foi difícil e duro, muito duro. Só podia voltar a ser a Nandinha quando regressava um mês por ano a casa dos meus avós. Então voltava a ser a menina deles. Cresci triste mas sempre com a esperança dum dia regressar de vez. O que acabou por acontecer 10 anos mais tarde. Um dia a minha avó pouco antes de partir para sempre deu-me uma grande prova de amor. Puxou-me para um canto da sala e deu-me um embrulhindo feito de linho branco. "guardei-o estes anos todos com muito carinho..." Abri. No seu interior uma roupinha de bebé "foi a tua 1ª roupinha!" Ambas ficamos com os olhos cheios de lágrimas muito comovida. O tempo tinha voltado para traz. Era uma camisolinha interior e um vestidinho, ambos imaculadamente brancos, tão delicados... . Abracei a minha avó e guardei-os religiosamente como se de um tesouro se trata-se. A minha filha usou-os quando era bebé, ficava tão linda! Tenho a esperança dum dia os poder vestir aos meus netos. Foram-se ambos quase vinte anos. Mas no meu coração ainda estão bem presentes. O meu pensamento voa até eles vezes sem conta. Para mim são os meus anjos da guarda, aqueles que cuidam de mim e da minha família zelando para que nada nos aconteça. dias vinha tão envolta nos meus pensamentos que passei um semáforo sem dar por isso. Senti algo, como que um daqueles ralhetes/conselhos, parei pouco centímetros ante de embater dum carro. Foram os meus anjinhos da guarda tenho a certeza. Sinto-os presentes no meu coração, na minha alma, no mais profundo do meu ser. O nosso carinho uns pelos outros era tão forte que uma simples barreira física não é, nem nunca será suficientemente forte para nos afastar! Hoje em sua homenagem vou deixar vos o arroz doce da minha avo. Não sei se era bem assim que ela o fazia pois esta é a receita da minha sogra que tem passado de gerações em gerações. Mas sempre que o como lembro-me do que ela fazia em dias de festa. Portanto para mim é o arroz doce da minha avó


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-1 medida de arroz carolino (como medida uso geralmente uma tigela de sopa)
- 1 (a mesma) medida de açúcar
- 1 medida de água
- 3 1/2 medidas de leite
- açúcar baunilhado a gosto
- casca de limão
- pau de canela
- pitada de sal
- 5 ou 6 gemas
- 1 boa colher de manteiga
Numa panela deitar a agua, o arroz e a pitada de sal. Levar ao lume mexendo de vez em quando até que a agua fique quase completamente evaporada. Acrescentar o leite, a manteiga, o pau de canela e a casquinha de limão (só o vidrado). Deixar cozer o arroz. Se achar que está muito seco junte um pouco mais de leite quente. Quando estiver quase cozido, juntar o açúcar e o açúcar baunilhado. deixar que o açúcar esteja bem envolvido e derretido. Retirar a casca de limão e o pau de canela. Juntar as gemas batidas com um pouquinho de leite e passadas por um coador. Atenção esta operação é muito delicada pois não se devem deixar cozer os ovos. Deita-se em travessas ou em pratinhos individuais ou ainda melhor em tigelinhas de barro, fica mais típico. Enfeita-se com canela em pó ou para ser mais original pode-se completar a decoração com 2 pauzinhos de canela pequeninos atados com um fiozinho feito de casca de limão.
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Apreciação: Sou suspeita quando digo que o resultado é sempre óptimo, o coração também fala... Mas em casa quando faço é sempre um grande sucesso. Nada melhor do que experimentarem ;)
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Fonte: Receita dada pela minha sogra, passada de gerações em gerações :)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Bolo de noz e caramelo - convite do Joaquim!

Pffffffffffff nem queiram saber hoje foi dos dias em que acordei e me enfiei ainda mais debaixo do edredão... O meu amiguinho sol nem um raiozinho de sol me enviou para me dar o bom dia... Pelo contrário as senhoras nuvens bem espessas e pesadas é que ficaram a olhar para mim com cara de poucos amigos. Ainda esbocei um sorriso tímido mas de nada adiantou. Fiquei quietinha senão ainda eram bem capazes de me enviar as sua temerosas gotas grossas de chuva fria brrrrrrr. Então para aquecer a alma e o coração hoje vou falar-vos de amizade! Todos nós temos muitos conhecidos uns mais simpáticos do que os outros mas todos eles fazem parte da nossa existência. Mas amigos, amigos quantos temos realmente? Daqueles que não precisam dizer nada para sabermos que estão ao nosso lado, daqueles que estão connosco sempre - tanto nos bons mas sobretudo nos maus momentos, daqueles com quem sabemos que podemos contar sempre, daqueles que tem a frontalidade de dizer não quando todos dizem que sim e dizer sim quando todos dizem que não... Sabem de quem estou a falar não sabem?! Sim esses que se contam com poucos dedos duma mão só. Sinto-me muito feliz por poder dizer que tenho alguns, poucos é verdade mas dos quais muito me orgulho. Hoje vou falar-vos do Joaquim e da Rosa são amigos com A maiúscula. Temos muito em comum e respeitamos as nossas diferenças. Vou falar-vos deles porque domingo passamos parte da tarde juntos. Heis senão quando o Joaquim desabafou. Isto dos blogs é muito giro. Vou visitar alguns frequentemente mas olha estou farto de vos ouvir dizer: Hummm tão bom, estava delicioso, estaladiço, o sabor era divinal... Ver aquelas fotos é uma verdadeira tortura! Olha porque não organizais um encontro para que possamos provar as vossas especialidades?! Hihihiihihi fez-me rir mas pensando bem... Pelo menos este bolo de noz provou e disse-me olha este podes dizer que EU provei e que estava bom! Meninas que me dizem de fazermos um encontro de bloguistas informal para provarmos as delicias umas das outras? Aproveitávamos para podermo-nos conhecer pessoalmente. Joaquim o convite está lançado vamos ver o que dá ;) Regressando ao nosso bolo de noz
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Vamos ver se temos tudo na despensa:
- 250g. de manteiga
- 300g. de açúcar
- 6 ovos
- 300g. farinha
- 1/2 cálice vinho do Porto
- 1 chávena nozes picadas grosseiramente
- ½ chávena caramelo (pode ser de compra ou feito em casa)
- ½ sumo limão


Misturar a manteiga com o açúcar até fica uma massa macia. Adicionar um ovo de cada vez e posteriormente a farinha peneirada com o fermento. Acrescentar as nozes e o vinho do Porto. Barrar uma forma com manteiga e polvilhar com farinha. Vai ao forno 45 a 1 hora. Desenformar ainda quente e verter o caramelo onde se juntou o sumo de limão. Depois... Bem depois chamem os amigos e esperem pelos elogios ;)
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Apreciação:
Este é sem duvida o meu bolo de nozes preferido. Uma bomba calórica eu sei mas tão bommmmm!!! Não sei bem explicar-vos porquê mas sabe-me a natal hihihiihi Tem um sabor tão mas tão delicioso que vos aconselho em ir a correr para a cozinha experimentá-lo. Não é Joaquim?
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Fonte: A minha cunhada Judite deu-me esta receita depois perdeu-a. A minha amiga Isabel comeu este bolo na minha casa e adorou pediu-me a receita, dei-a e logo em seguida perdi-a. Um dia deu-me saudades deste bolo. Telefonei á minha amiga que me informou que por sua vez a tinha perdido. Não tendo outra alternativa fiz outra mas ... decepção nada a ver com esta delicia. A Isabel numa arrumação reencontrou-a e apressou-se em telefonar para me dar a boa nova! Agora prometo que não volto a perdê-la ;) Podíamos ter chamado este bolo - bolo da receita eternamente perdida e achada hihihiihiihihi. Judite agora já não a perdemos :) Beijinhos


Para todos os meus amigos do peito (eles sabem quem são) aquele abraço apertadinho, apertadinho :)
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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Rabanadas de leite

O Natal ainda vem longe eu sei, mas tal como vos disse hoje estou muito contente e apetece-me festejar... E que tal um docinho que nos faça lembrar dele, sim do natal! Depois duma trinca basta fechar o olhos e vamos logo sentir o calor da lareira no rosto, ver as luzinhas do pinheirinho a piscar, sentir o cheiro a bacalhau cozido misturado a um leve cheiro a canela e a vinho do porto que vem da cozinha e os risos de familiares e amigos a espera que a ceia seja servida, até vamos ouvir o hohoho do gorducho de barba vestido de vermelho! Bem mas abram os olhos que ainda estamos em Outubro e com muito que fazer até lá!!!!! Voltemos então as nossas amigas rabanadas. Fiz estas rabanadas para a feira de artesanato e não é que fizeram um grande sucesso.
Olha para elas todas vaidosas já na feira:
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Para estas delicias vamos precisar de:
- 1 Pão de forma pequeno (escolher aquele mais durinho)
- Leite q.b.
- 1 pau de canela
- 3 ovos
- açúcar e canela q.b.
- Óleo q.b.
Não posso precisar quantidades pois é muito relativo. Deixar o pão de forma fora da embalagem de um dia para o outro. Ferver o leite com o pau de canela. Adoçar a gosto mas não muito e deixar arrefecer um pouquinho. Entretanto bater muito bem com um garfo os ovos. Passar as fatias pelo leite até que fiquem bem molhadas espremer delicadamente e passar pelo ovo batido. Fritar em óleo bem quente até ficarem bem lourinhas. Colocar em cima de papel absorvente para retirar o excesso de gordura. Polvilhar com açúcar e canela. Depois sentem-se confortavelmente, trinquem com gosto e vão sentir o calor da lareira no rosto, ver as luzinhas... bem o resto já sabem hihihihiihi
Apreciação: Se o natal tivesse um sabor seria de certeza o das rabanadas :) Hummmmm tão fofinhas e saborosas. Vá façam este ano que o natal chegue mais depressa. Todas e todos para a cozinha!
Fonte: Faço rabanadas desde que me lembro... Embora a ideia do pão de forma me tenha sido dada pela Moniquinha. Beijinhos barrigudinha!